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Os 10 princípios heurísticos de Nielsen explicados (com exemplos práticos)

  • Foto do escritor: Lívia Albuquerque
    Lívia Albuquerque
  • 15 de ago.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 20 de ago.


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Se você trabalha com UX Design ou está estudando o assunto, já deve ter ouvido falar dos 10 princípios heurísticos de Jakob Nielsen. Eles são considerados um dos pilares da usabilidade e ajudam a identificar problemas em interfaces de forma rápida e eficaz.


Mas afinal, o que são esses princípios? E como aplicá-los na prática? Neste post, você vai entender cada um deles com exemplos simples e reais.



1. Visibilidade do status do sistema

O sistema deve sempre manter o usuário informado sobre o que está acontecendo.

📌 Exemplo prático: Quando você envia uma mensagem no WhatsApp e vê os dois risquinhos ✅, o sistema está informando que a mensagem foi entregue. Isso é visibilidade do status.



2. Correspondência entre o sistema e o mundo real

A interface deve usar uma linguagem familiar ao usuário, com termos e conceitos do dia a dia.

📌 Exemplo prático: Ao invés de mostrar “Erro 404”, um site pode exibir: “Página não encontrada. Parece que este link está quebrado.” — mais humano e compreensível.



3. Controle e liberdade do usuário

Os usuários precisam de opções para desfazer ações ou sair de processos facilmente.

📌 Exemplo prático: Um botão "Desfazer" no Gmail após enviar um e-mail é um ótimo exemplo de controle e liberdade.



4. Consistência e padrões

O design deve manter padrões visuais e comportamentais ao longo da interface.

📌 Exemplo prático: Se em um app todos os botões de "avançar" estão no canto inferior direito, isso deve ser mantido em todas as telas para evitar confusão.



5. Prevenção de erros

É melhor prevenir do que corrigir erros depois.

📌 Exemplo prático: Um sistema de formulário que alerta “e-mail inválido” antes de o usuário clicar em “enviar” evita frustrações e retrabalho.



6. Reconhecimento em vez de memorização

O sistema deve minimizar a carga de memória do usuário, tornando opções visíveis.

📌 Exemplo prático: Sabe quando um site mostra os últimos produtos que você visualizou? Isso é para que você não precise lembrar sozinho — é reconhecimento ao invés de memorização.



7. Flexibilidade e eficiência de uso

A interface deve funcionar bem para iniciantes e também permitir atalhos para usuários experientes.

📌 Exemplo prático: No Figma, iniciantes podem usar menus, enquanto designers avançados usam atalhos no teclado para ganhar tempo.



8. Design estético e minimalista

Menos é mais. Interfaces limpas ajudam o usuário a focar no que realmente importa.

📌 Exemplo prático: A página inicial do Google é minimalista por um motivo: o foco é o campo de busca. Nada distrai o usuário da ação principal.



9. Ajudar os usuários a reconhecer, diagnosticar e corrigir erros

Mensagens de erro devem ser claras, indicar o problema e sugerir uma solução.

📌 Exemplo prático: “Senha incorreta. Tente novamente ou clique em ‘Esqueci minha senha’.” é muito mais útil do que um simples “Erro!”.



10. Ajuda e documentação

Embora o ideal seja que o sistema seja fácil de usar sem instruções, é bom ter ajuda disponível.

📌 Exemplo prático: Uma central de ajuda com busca por tópicos, tutoriais ou chat de suporte facilita quando o usuário precisa de orientação.


Conclusão

Os 10 princípios heurísticos de Nielsen são como uma bússola para quem projeta interfaces. Eles ajudam a identificar falhas, orientar decisões e garantir uma experiência mais fluida, intuitiva e humana para o usuário.


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Lívia Albuquerque

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